«O andebol foi diminuindo no meu coração e a medicina aumentando»

Mais longe e mais alto é uma rubrica do Maisfutebol que olha para atletas e modalidades além do futebol. Histórias de esforço, superação, de sucessos e dificuldades. Durante 17 anos, Belmiro Alves foi jogador de andebol, no últimos dois foi também médico. Agora, aos 26 anos, o jovem que cresceu (literalmente) nos pavilhões, fechou a porta ao desporto, como jogador, pelo menos, e entregou-se totalmente à medicina, tendo estado a trabalhar como voluntário no hospital de campanha montado no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, por causa da covid-19. «A pandemia nada teve a ver com a decisão de terminar a carreira no fim da época, que já estava tomada há muitos meses», contou Belmiro Alves ao Maisfutebol. Mas acabou por interferir no adeus. «Como a época acabou mais cedo não tive a despedida dentro de campo, e fica assim um amargo na hora da despedida. Por outro lado, até torna as coisas mais fáceis, tira aquele sofrimento do último jogo, aquele sofrimento da despedida», admitiu, garantindo que já está mentalizado com o título de ex-atleta. «Neste momento, na minha cabeça já só sinto o andebol com nostalgia, já não o sinto como presente.» «Como a minha mãe era jogadora e depois também treinadora, eu cresci nos pavilhões. Ia com a minha mãe quando ela ia dar treino e depois à noite quando ela ia treinar. Passava o meu dia no pavilhão». Belmiro Alves, ainda bebé, com a mãe Nos juniores do FC Porto A primeira internacionalização Nos festejos do hexacampeonato do FC Porto

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